Produtores divergem sobre eficiência da medida

 

O coordenador de hortaliças da região Norte do Paraná do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Nilson Ladeia de Carvalho, não tem dúvidas que o bom agricultor não terá problemas para se adaptar à nova resolução. Muitos produtores, segundo Ladeia, já realizam o trabalho de rotulagem naturalmente, com a ideia de qualificar sua pós-colheita.

“Essa lei já está sendo discutida há quase dois anos, o produtor tem consciência que ela iria acontecer. O consumidor exige essa rastreabilidade e o agricultor e os demais envolvidos na cadeia precisam se adaptar. Hoje, o bom produtor está com uma condição de retorno satisfatória em diversas culturas e tem possibilidade de fazer essa rotulagem sem problemas. Com isso, o Paraná está dando um passo adiante em comparativo aos outros estados”, salienta Ladeia.

O produtor de morangos em Londrina, Rafael Kasuya realiza venda direta da sua produção para o consumidor final. Ele explica que hoje utiliza uma etiqueta mais básica, com as informações das redes sociais da marca. “Tem muitas informações que acho bobagem adicionar. Vou esperar para ver como o mercado vai ser portar em relação à resolução, para depois, de fato, ver como vou trabalhar. Também entrego poncã e maracujá na Ceasa, mas estes não etiqueto porque não me agrega nenhum valor. É preciso analisar bem essa medida, pois pode ser que acabe sendo antieconômica para o produtor”, opina Kasuya.

Também produtor de morangos, Ailton Carneiro sempre identificou suas bandejas com nome, peso líquido, validade e data da colheita. “Acho que é importante para o consumidor e também para o produtor. É uma forma de fazer marketing, de lembrarem do nosso produto e marca. Acho que precisarei fazer poucas mudanças. No que diz respeito ao preço, pago em torno de dois centavos por etiqueta, o que considero bem tranquilo.”(V.L.)

Fonte: Folha de Londrina